jueves, 29 de octubre de 2009

Los "Fadistas" y Manduca da Praia



Historia Do Fado‎ - Página 36 Pinto de Carvalho - 1903 - 260 páginas
O Manduca da Praia — um homem ... eo Manduca da ...

NOTA DEL PESQUISADOR: Tinop, op. cit. Sobre o célebre encontro do capoeira Manduca da Praia e o fadista Santana e Vasconcelos disse Tinop: «O Manduca da Praia — um homem pardo, temível —, que tinha loja de peixe no mercado, pendenciou Santana e Vasconcelos num botequim carioca, mas o nosso compatriota reguingou-lhe com valentia. Santana e Manduca da Praia saíram uma vez de braço dado de um teatro a cuja porta eram esperados por uma alcateia de capoeiras com o fim de os agredirem. Mas os maraus não se atreveram a tocar-lhes e limitaram-se a abrir alas à sua 0 passagem»
otra fuente: Carlos Eugénio Líbano Soares*
Análise Social, vol.xxxi (142), 1997 (3.º), 685-713
Dos fadistas e galegos: os portugueses na capoeira.
13 Tinop, op. cit. Sobre o célebre encontro do capoeira Manduca da Praia e o fadista Santana e Vasconcelos disse Tinop: «O Manduca da Praia — um homem pardo, temível —, que tinha loja de peixe no mercado, pendenciou Santana e Vasconcelos num botequim carioca, mas o nosso compatriota reguingou-lhe com valentia. Santana e Manduca da Praia saíram uma vez de braço dado de um teatro a cuja porta eram esperados por uma alcateia de capoeiras com o fim de os agredirem. Mas os maraus não se atreveram a tocar-lhes e limitaram-se a abrir alas à sua
passagem» (p. 54).

1791-lisboa ,exibição de dotes pessoais em artes de esgrima,



Domingos Caldas Barbosa: o poeta da viola, da modinha e do lundu (1740-1800)‎ - Página 79José Ramos Tinhorão - 2004 - 235 páginas
... discussões de política ou literatura, cultivo do jogo de xadrez (mais tarde também de cartas e bilhar) e exibição de dotes pessoais em artes de esgrima,

1763-PORTUGAL-Brasileño compone MODINHA refiriéndose a LUCHA



Cultura popular: temas e questões‎ - Página 50 José Ramos Tinhorão - 2001 - 188 páginas
... talvez pudesse ser admitida como razoável, não fora a descoberta de uma ... do mulato brasileiro Domingos Caldas Barbosa, que fora para Portugal em 1763 ..

Fado Batido e Pernada



(18) No Livro Os Negros em Portugal- Uma Presença Silenciosa, o autor recompoe com pormenores essa trajetoria da dança do fado levada do Brasil. No capítulo”Os negros na origem do fado-cançao em Lisboa” revela ter havido rodas de fado que funcionavam como as rodas de pernada dos crioulos do Brasil: era o chamado “Fado Batido”, clara referencia á antigua umbingada africana e em que um dançarino ”batía” (aplicaba pernada) e o outro”aparava” ( procurava neutralizar o golpe para náo cair).

Fuente:

História social da música popular brasileira - Resultado de la Búsqueda de libros de Google
de José Ramos Tinhorão, Alexandre Barbosa de Souza - 1998 - Music - 365 páginas... que um dançarino "batia" (aplicava a pernada) eo outro "aparava" (procurava neutralizar o golpe para não cair).
Fuente recorte libro:

lunes, 26 de octubre de 2009

CARNAVAL-1926-1934,Batuque samba e macumba

Cecília em Portugal: ensaio biográfico sobre a presença de Cecília Meireles ...‎ - Página 62Leila Vilas Boas Gouvêa - 2001 - 123 páginas
14 Em 1 935, "Batuque, samba e macumba" sairia como separata da revista Mundo Português, ... 14) Idem, ibidem. 15) Cf. Diário de Lisboa, 13 mar. 1935.
.....Do batuque derivou-se a roda de 'capoeiragem' que vem a ser uma espécie de 'jiu-jitsu', de efeitos muito mais extraordinários, na opinião dos entendidos(PAG61),

viernes, 23 de octubre de 2009

1951-Llega la Capoeira a Europa - París


Prix A'Doc 2006 de la jeune recherche en Franche-Comté‎ - Página 31A'doc. Association des doctorants de Franche-Comté - 2006 - 122 páginas
Afin d'appréhender la situation actuelle de la capoeira en Europe, un survol historique sur ... date de 1951 par l'intermédiaire d'une compagnie de danse, la « Companhia Brasiliana».


Europa entdeckt durch die Capoeira
Im Folgenden möchte ich angelehnt an den Bericht in der RODA 7/98 »Capoeira Summer Meeting Hamburg - Europa entdeckt durch die Capoeira«3, einen kurzen Einblick in die Idee des Capoeira Summer Meetings geben.
Der Prozeß der Anwesenheit der Capoeira in Europa begann offiziell im Jahr
• 1951 durch die Companhia Brasiliana, welche von anderen wie Furacões da Bahia und Brasil Tropical gefolgt wurde. Seitdem hatten einige Capoei-ristas die Möglichkeit als Tänzer oder Musiker in Europa zu bleiben und Einzelkarrieren zu starten. Unter verschiedenen Capoeirapionieren in Euro-pa können wir in Deutschland
• 1978 Martinho Fiuza ausmachen.
• 1980 war das Jahr, in dem Paulo Siqueira in Deutschland ankam. Die Ca-poeira öffnete langsam ihre Roda in Deutschland, angetrieben durch das 1. Internationale Capoeira Sommertreffen 1987 in Paris, organisiert durch Marcos China und die Gruppe Senzala. Dieses Treffen glänzte mit der Anwesenheit von vielen wichtigen namenhaften Mestres aus Brasilien und Europa.
• 1989 wurde durch Capoeuropa das 1. Sommertreffen - Hamburg organi-siert, das in diesem Jahr zum neunten Mal stattfindet.
http://capoeira.christian-hess.com/hannover/downloads/13_summermeeting_1998.pdf

martes, 20 de octubre de 2009

1913- apresentação da dança do maxixe, em Paris



NOTA DEL PESQUISADOR:Pasos de Maxixé, Batuque son nombrados en movimientos de capoeiragem(Annibal Burlamaqui-1928).
http://cap-dep.blogspot.com/2009/10/1906-brasil-capoeira-definida-como.html
....................o maxixe estendeu-se aos clubes carnavalescos e aos palcos dos teatros de revista e enriqueceu-se com grande variedade de passos e figurações: parafuso, saca-rolha, balão, carrapeta, corta-capim, etc.
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/02/maxixe-dana-proibida.html



Sentir o mundo é uma outra maneira de pensá-lo, transformando o sensível em inteligível. Partindo de um acontecimento que mobilizou a opinião pública em 1913- apresentação da dança do maxixe, em Paris- o artigo analisa o processo de invenção de um acontecimento na imprensa, envolvendo atores sociais e a dramatização da nacionalidade




dibujos:Há uma caricatura de Raul Pederneiras onde a questão é colocada de forma enfática. O contraste entre a valsa(outrora) e o maxixe(hoje) é explicado em função dos distintos pertencimentos culturais, envolvendo formas de sentidos e percepção. A mudança que se opera na ordem dos sentidos é experimentada como “decadência da cultura”




martes, 13 de octubre de 2009

Encontro do capoeira Manduca da Praia e o fadista Santana e Vasconcelos

Carlos Eugénio Líbano Soares
O cronista Tinop, como era conhecido o jornalista João Pinto Ribeiro de Carvalho, na sua colectânea sobre a história do fado, estabeleceu o paralelo entre os capoeiras e os fadistas, como também notaria Bretas mais tarde:
Como os mâitres enfait d'armes do século xviii falavam de papo em esgrimiduras de espadas, também ele [o fadista] fala de cadeira no tocante à esgrima da navalha, que maneja com virtuosidade, pinchando baileiros, pulando com ginásticas felinas de tigre, fazendo «escovinhas», riscando a preceito.
Os fadistas do Rio de Janeiro são os capoeiras. Tem havido alguns notabilíssimos pelas proezas12.O duelo entre Manduca da Praia e Sant`Anna e Vasconcelos selou o encontro entre o fadista da Mouraria e o capoeira Nagôa13. Agora eles caminhariam juntos, tendo como palco as ruas movimentadas da capital do império brasileiro. A gíria do fadista, para completar a união (anexo), guarda extraordinárias semelhanças com o jargão das camadas populares da sociedade fluminense, como poderemos ver no vocabulário dos capoeiras.

«Sardinha», «rasteira», «ginga», são alguns dos extraordinários paralelos entre a fala do fadista e a gíria da capoeiragem carioca. Essa proximidade reforça a ideia de um fundo cultural comum, unindo navalhistas de ambos os lados do Atlântico.
12 Tinop (pseudónimo de João Pinto Ribeiro de Carvalho), História do Fado, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1982, pp. 49-50.
13 Tinop, op. cit. Sobre o célebre encontro do capoeira Manduca da Praia e o fadista Santana e Vasconcelos disse Tinop: «O Manduca da Praia — um homem pardo, temível —, que tinha loja de peixe no mercado, pendenciou Santana e Vasconcelos num botequim carioca, mas o nosso compatriota reguingou-lhe com valentia. Santana e Manduca da Praia saíram uma vez de braço dado de um teatro a cuja porta eram esperados por uma alcateia de capoeiras com o fim de os agredirem. Mas os maraus não se atreveram a tocar-lhes e limitaram-se a abrir alas à sua 0 passagem» (p. 54).

http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1221841940O8hRJ0ah8Vq04UO7.pdf

Carlos Eugénio Líbano Soares -Dos Fadistas e Galegos

Enlace recorte libro: http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/04/fluxos-e-refluxos-da-capoeira-brasil-e.html

Carlos Eugénio Líbano Soares
Dos fadistas e galegos: os portugueses na capoeira
O fadista que é fadista
A jeito o ferro manobra
Metendo a mão aos arames
Dá facada como cobra1.

No dia 26 de Novembro de 1860 um jovem imigrante português atravessou o grande portão de ferro da Casa de Detenção da Corte, sobre o qual, naqueles tempos idos, se lia o dístico REGNANTE PETRO II2. Gregório da Rocha Moreira, 17 anos, sapateiro, natural do Porto, filho de Manoel da Rocha Moreira e de Ana Maria de Jesus, morador na Rua de São Diogo, fora
enviado para a Casa de Detenção pelo próprio chefe da polícia da Corte. Seu crime: capoeira.
O FADISTA
O primeiro estudioso a demonstrar a proximidade cultural entre os portugueses de classe baixa e os capoeiras cariocas da metade do século foi Marcos Bretas num seu artigo sobre a repressão de 1890. Numa rápidapassagem ele descreve esse fenómeno:
A forte presença portuguesa no meio da capoeiragem chama a atenção para a forte semelhança com a boémia popular de Lisboa do século xix: os fadistas. Um cronista português da viragem do século chega a afirmar que os capoeiras são os fadistas do Rio de Janeiro. Unidos na tradição de brigas e conflitos, fadistas e capoeiras compartilham a arena de predilecção, a navalha9.

viernes, 2 de octubre de 2009

1922-RIO-Boxeo en los Juegos Regionales de América del Sur


O desenvolvimento dos Jogos Latino-americanos .
Não é fácil determinar quais foram os eventos esportivos incluídos nos Jogos Latino-americanos, denominados pela imprensa como Jogos Olímpicos Latino-americanos. O relatório do Comitê Organizador apresenta, sob o título “Jogos Atléticos Latino-americanos”, os resultados das competições dos seguintes esportes: atletismo, basquetebol, boxe, esgrima, futebol, hipismo, natação, pólo aquático, remo, saltos ornamentais, tênis e tiro. Talvez o Comitê Organizador tenha utilizado esta denominação devido ao fato de ter sob a sua responsabilidade a realização de três eventos esportivos distintos, todos incluídos na programação dos festejos do Centenário da Independência: os Jogos Latino-americanos, os
Jogos Militares Internacionais e os Campeonatos Esportivos Internacionais.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/158.pdf
Artículo:por Eduardo FerreiraRecordista e campeão brasileiro de armas longas da CBTE e das Forças Armadas. Ex vice-presidente da CBTE e da federação do DF, ex presidente das federações do RJ e CE, e diretor das federações da PB e RS. Autor de "Arma Longa" e "História do Tiro"ferreiraedu@terra.com.

3. Jogos Latino-Americanos.
Durante a comemoração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, ocorreu no Rio de Janeiro uma Exposição Internacional, que envolveu toda a região central da cidade e mobilizou boa parte da população. As multidões compareciam aos eventos, às festas e aos desfiles e aos pavilhões das artes e ofícios de diversos países.
Juntamente com a Exposição, foram organizados os Jogos Regionais da América do Sul, também denominados de “Jogos da América do Sul” e “ Jogos Latino-Americanos”. A realização destes Jogos teve a ver diretamente com o propósito do barão de Coubertin de expandir o Movimento Olímpico para além da Europa e dos Estados Unidos, organizando sob a sua chancela “jogos regionais” nos continentes.
Pretendia-se, desde então, que estes jogos se realizassem de quatro em quatro anos, intercalados com os Jogos Olímpicos. Para verificar a viabilidade deste evento, foi enviado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) o conde de Baillet-Latour, que se tornara presidente do COI, depois da saída de Coubertin. Ele esteve presente na Abertura dos Jogos, que contou com a presença do Presidente da República, Arthur Bernardes, e ocorreu em 6 de setembro de 1922, no Estádio do Fluminense, remodelado para acolher as disputas atléticas e um público de 20.000 pessoas.
Os Jogos oficiais estenderam-se até 16 de setembro, com disputas de remo, tiro, atletismo, hipismo, boxe, tênis, esgrima, natação, saltos ornamentais e pólo aquático. Estiveram presentes representações desportivas da Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
http://www.tiroflu.com/artigos/eduardo_ferreira/fundacao_da_fed_bras_tiro.htm

jueves, 17 de septiembre de 2009

1841-Mertodo Amorós( Savate)



1835 Primeiros registros sobre capoeira, que em 1855 passa a ser coibida pela Polícia e, posteriormente, identificada com o nome de “carioca”. No ano de 1877 aparece, sob a forma de
competição, sinalizando a adesão popular ao esporte, em paralelo
à sua feição elitista. 1841 Anúncio de uma apresentação de Ginástica (sic) no Teatro de São Luís, por um discípulo de Amóros – líder do movimento em prol da Educação Física na França - , Mister Willis, e um seu auxiliar.

sábado, 12 de septiembre de 2009

Savate practicado por Zuavos Franceses


FOTOS: :Fête au camp des tirailleurs malgaches : danses guerrière d'Aukazou Droudry (hommes)1918- .autor:Winckelsen, Charles (code opérateur armée OS)

RECORTE LIBRO: PAG611-
T
he new American cyclopædia, ed. by G. Ripley and C.A. Dana Escrito por American cyclopaedia
http://books.google.es/books?id=HGMIAAAAQAAJ&dq=zouaves+savate&as_brr=3&source=gbs_navlinks_s

Artículos:
Em princípios de 1823, o Imperador criou para sua guarda pessoal um Corpo de Estrangeiros constituído por um Batalhão de Granadeiros e comandado pelo Coronel Bellard. O quadro primitivo foi formado por suíços da colônia de Nova Friburgo ou Cantagalo,1 aos quais se ajuntaram vagabundos de todas as nacionalidades, marinheiros desertores e operários sem trabalho. O engajamento por três anos somente, o soldo elevado e exemplos isolados de promoções extraordinárias, incitavam as ambições e, em pouco, havia algumas centenas de homens.Não se fizeram dificuldades para a escolha dos oficiais, a começar por Bellard, antigo Sargento da Guarda Nacional de Paris, mais conhecedor do ofício de negociate do quedo de militar, sendo, defato, com seu espírito mercantil, o principal fornecedor do Corpo.


http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000060.pdf


LA GUARDIA DE LA EMPERATRIZ CARLOTA, SU TRÁJICA AVENTURA EN MÉJICO
En 1832 se había formado una Legión para luchar en Portugal a favor de don Pedro, algunos oficiales habían combatido con la Legión Extranjera Francesa en Argelia, Italia y Crimea, y otros participaban en el ejército de Brasil. Asimismo, sólo tres años antes, había sido objeto de discusión el caso de civiles enganchados en los zuavos pontificios al servicio de Pío IX (borrador de la carta del Ministerio de Asuntos Exteriores A F. Chazal, Bruselas, 25 de agosto de 1864, MAE, CL B 68 III).


http://chloe.dgsca.unam.mx/ehm/ehm28/EHM000002802.pdf


FRANCIA-durante el Segundo Imperio, se formón una Compañía de soldados negros (1853). Esta Compañía, años más tarde, se expandió a un cuerpo de infantería indígena que se denominó "Tiradores senegaleses", formado por cuatro compañías con oficiales blancos, y que tenían como uniforme una chéchia, una chilaba con capucha, estivo de los zouaves, un chaleco y un “boléro” de paño azul ribeteado de amarillo, y pantalones de los llamados "turcos" en cotonada o paño azul. El personal fue aumentado progresivamente, hasta formar un regimiento en 1884. También hubo Tiradores gaboneses (1887), haoussas (1891) annamitas, estos últimos formando un regimiento; tonkineses (1884), de los Voluntarios de la Reunión (1883-1885); Tiradores sakalaveses, que se emplearon durante la campaña de Madagascar de 1885, incluso Tiradores comorenses, de Diégo-Suarez. http://www.militar.org.ua/foro/reduccion-infanteria-marina-sobredimensionada-t14647.html
MEXICO:1862-500 Zuavos Franceses parten para México. http://books.google.es/books?id=WOECAAAAYAAJ&pg=PA66&dq=zuavos+mexico&lr=&as_brr=3&ei=xil1Sqe4EqbUyQS7s5H9Ag#v=onepage&q=zuavos&f=false

28 de Novembro:Dia do Soldado Desconhecido- Brasil

recorte libro:Orestes Barbosa: repórter, cronista, e poetaEscrito por Carlos Didier, CaolaPublicado por Agir Editora, 2005http://books.google.es/books?id=K3HGI7fywWwC Página 24 A intimidade entre os capoeiras ea Polícia da Corte surgiu depois, no início da década de 1880, dentro do corpo de secretas, um serviço clandestino de ...


Recorte libro:I die with my country Escrito por Hendrik Kraay,(pag 73) http://books.google.com/books?id=dAlCUC2XQqMC&hl=es

EXCLUÍDOS DA PÁTRIA, PELA PÁTRIA MORRERAM:


foto: Capitao Marcolino.


Uns viraram heróis, outros se sacrificaram sonhando com liberdade. Houve os que nem sabiam o que estavam fazendo. Soldados negros, ex-escravos, representavam 10% dos 123 mil brasileiros que combateram na Guerra do Paraguai (1864-1870). Nosso exército era formado, na maior parte, de trabalhadores livres ou agregados, muitos engajados à força, os ‘voluntários da corda’, pois seguiam amarrados até a batalha.Escravo não era cidadão. O Império concedeu liberdade aos excluídos da pátria que se alistassem. Vinte mil teriam conseguido, incluindo suas mulheres, também beneficiadas, num País com dois milhões e meio de escravos, cerca de um terço da população. Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, as nações envolvidas, levaram legiões de negros. Na Companhia dos Zuavos da Bahia, ocorreu um dos raros casos de oficialato, o capitão de cavalaria Marcolino dos Santos, herói da tomada de Curuzu.Fazendeiros doavam escravos para livrar-se da convocação; o governo imperial cedeu africanos sob sua custódia, pois tinham vindo ilegalmente, depois de 1850, quando foi proibido o tráfico. Estes mal sabiam o que se passava.O Brasil perdeu entre 20 mil e 50 mil homens, anônimos escravos e brancos pobres, na mais sangrenta guerra do continente.


http://www.almanaquebrasil.com.br/tododia1128.asp

Ciganos,los otros marginados


11 de abril, 1718 ¾ Decreto. “Foram degredados os ciganos do Reino para a praça da cidade da Bahia, ordenado-se ao governador que ponha cobro e cuidado na proibição do uso de sua língua e gíria, não permitindo que se ensine a seus filhos, a fim de obter-se a sua extinção.” In Melo Morais Filho, Os ciganos no Brasil.,(p. 26).
15 de abril de 1718 — Aviso de Diogo de Mendonça Corte Real datado de Lisboa ocidental e dirigido a Antônio de Brito de Menezes, governador da capitania do Rio de Janeiro, sobre o que se deve practicar com os siganos embarcados para a referida capitania, e que também lhes impidão com graves penas e castigos o uso da sua língua ou Geringonça. [Original, 2ª via, cód. CDXII/19/14, no 6, BNRJ, CEHB no 6046.
1723, julho — Bando em Vila Rica: [...] “ordeno a todos os capitães-mores e mais oficiais de guerra ou justiça, que infalivelmente mandem prender todo o cigano ou cigana que aparecer e qualquer outra pessoa de qualquer qualidade ou condição que seja, que ande com eles em sua companhia, ou lhes dê acolhimento em sua casa, ou fazenda, e os trarão presos com todos os bens que se lhe acharem [....], outrossim ordeno que qualquer pessoa do povo de qualquer qualidade ou condição que seja, possa prender cigano e trazê-lo à cadeia da Vila que lhe ficar mais vizinha, tomando-lhe todos os móveis que tais ciganos tiverem, de ouro, roupas ou cavalos que serão da pessoa ou pessoas que prenderem os tais ciganos, com a condição de que primeiro os entreguem presos nas cadeias e, só dos ditos bens se tirará a importância que fizer o custo dos grilhões que se comprarão logo para se lançarem os ciganos” [....]. In Elisa Maria da Costa. O povo cigano entre Portugal e terras de além-mar (séculos XVI-XIX), pp. 69 e 70.
http://www.ciganosbrasil.com/novo/cronologia_6pp.doc.

A captura de escravos fugidos e a expansão colonial

Amazônia, fronteiras e identidades
Reconfigurações coloniais e pós-coloniais (Guianas - séculos xviii-xix)*
1
Em meio a tais disputas e receios, fugas de escravos nesta região de fronteiras não paravam. Em 1763, três pretos foram capturados na boca do Rio Camarupi, próximo à vila de Monforte. Ainda que a floresta fosse imensa e, portanto, um garantido refúgio, os roteiros das fugas eram arriscados e perigosos. Saídos de Caiena em direção ao Pará ou vice-versa, via de regra, os fugitivos optavam pelo mar e/ou rios que banhavam a região. Enfrentar as escarpadas matas, nem pensar. Seriam presas fáceis da fome, de animais ferozes, das febres e dos cães farejadores dos seus capturadores franceses. No local chamado Pesqueiro, em Macapá, foram encontrados, numa ocasião, corpos de três fugidos « que morreram não sei se foi de fome ou as feras, porque os vestígios não informam bem o acontecimento por se acharem já largados vargens e igarapés, e só livres as serras e colinas ». Pela via fluvial, construindo canoas e jangadas, aventuravam-se. Do Amapá, em 1765, vinham informações de que alguns fugitivos tinham cruzado o rio Matapi em jangadas, e que poderiam ser encontradas nas campinas do Rio Uanará-Pecu e nos lagos do Rio Arapecu, onde também havia vestígios certos de terem por ali passado. Naufrágios de embarcações com fugitivos eram freqüentes. Navegando pelo Cabo Norte, um comerciante teve notícias que tinham passado uns pretos fugidos de Caiena e também encontrou vestígios de embarcações naufragadas. Revelou que alguns fugitivos, perseguidos da fome e desenganados, não conseguiram continuar a jornada pela floresta e acabaram se entregando voluntariamente. A propósito, um índio que caçava nas cabeceiras de um riacho deparou-se com quatros escravos fugitivos pertencentes a um morador de Cametá, que estavam fracos, há bastante dias comendo somente palmitos10.
http://74.125.77.132/search?q=cache:vIC9UYgwazoJ:www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/queriroz-gomes.rtf+comercio+clandestino+de+escravos+com+os+franceses&hl=es&ct=clnk&cd=27&gl=es

Guyana-Brest y la Frontera con Brasil

NOTA:
Origine et diversité génétique de quelques populations Noirs
marrons de la Guyane française
Razafindrazaka Harilanto, Guitard Evelyne, Sevin André, Dugoujon
Jean-Michel, Larrouy Georges, Crubézy Eric.
Les populations Noirs marrons sont issues de la traite transatlantique des Noirs, réduits en esclavage par
les Hollandais qui les importaient au Surinam. A la suite d’une révolte généralisée, des isolats humains se
sont formés dans les forêts, certains groupes ayant fuit jusqu’en Guyane Française. L’origine en Afrique des Noirs marrons est imprécise, mais les données historiques et particulièrement les connaissances des lieux d’approvisionnement la situerait entre la côte de la Guinée et l’Angola. D’ailleurs, les études ethnologiques ainsi que quelques éléments linguistiques confirmeraient cette provenance. Les marqueurs biologiques permettent également de tracer l’origine et l’évolution d’une population. Notamment, l’étude du virus HTLV 1 (Human T-cell Lymphotropic virus) par Mr. Antoine Gessain de l’Institut Pasteur a permis de classer phylogénétiquement des sous classes géographiques et délimitent ainsi un cluster propre aux Noirs marrons de Guyane proche de la sous classe ouest africaine. Dans ce contexte, les recherches anthropobiologiques sont donc novatrices et susceptibles d’éclairer l’histoire de
ce peuple. Nous avons pour cela examiné les échantillons mis à notre disposition par Mr. A. Gessain pour le système des immunoglobulines et l’ADN mitochondrial. La confrontation des résultats issus de la biologie aux données ethnohistoriques pourra apporter des éléments nouveaux quant à l’origine des Noirs marrons 34 mais également remonter à l’histoire biologique de cette population particulière née du mélange des groupes ethniques originels. http://www.esclavages.cnrs.fr/IMG/pdf/resumes_jeunes_chercheurs.pdf









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Experiências negras e Brasil escravista: questões e debates
Flávio dos Santos Gomes
Departamento de História/IFCS/UFRJ

Inventando comunidades e refazendo identidades: um episódio de fronteiras:.Mocambos e fugitivos davam o que falar nas áreas de fronteira do Grão-Pará com a Guiana Francesa (esta região atualmente corresponde ao estado do Amapá). Nesta região havia pelo menos dois tipos de comunidades de fugitivos. Mais para o interior da floresta - ainda que não isolados - tinham grupos de quilombolas mais estáveis e numerosos (a partir de 30 pessoas). Muitos destes podem ter se formado na segunda metade do século XVIII(1750). Podiam igualmente reunir desertores e índios. Dedicavam-se a produção de farinha e outros gêneros, e mantinham trocas mercantis (inclusive prestação de serviços) com colonos franceses nas fronteiras. Neste caso, mocambos de negros e “povoações de gentios” misturavam-se.29


1758 Création du bagne de Brest(cuna del Savate).
· 1767 Création du Bagne de Rochefort.
· Juillet 1795 Arrivée en Guyane des deux révolutionnaires Billaud Varenne et Collot d'Herbois,
· 1794 Création du bagne de Lorient désaffecté en 1830
· 1797 Arrivée en Guyane de 16 autres révolutionnaires
· 1798 Arrivée de 376 déportés essentiellement des prêtres
· 1798 Création du Bagne du Havre, désaffecté en 1803
· 1803 Création du bagne de Cherbourg, désaffecté en 1814
· 9 décembre 1836 Ordonnance portant suppression des chaînes et boulets.
· 1846 Rapport du Baron Portal ministre de la marine. Les forçats atteignent le nombre de onze mille. C'est une charge considérable pour la marine. Non seulement ils coûtent beaucoup, mais ils corrompent la population des arsenaux. Une commission a été nommée pour examiner s'il n'y avait pas quelque moyen de les employer à l'intérieur ou de les déporter dans un lieu ou l'on pût leur présenter l'espérance d'un meilleur avenir. Jusqu'ici, on n'a pas trouvé de lieu de déportation convenable. Quoi qu'il en soit, de ces projets, j'ai fait examiner la situation de ces misérables et il a paru en la comparant avec celle des ouvriers qu'on leur avait fait une condition trop douce.
· 1850 Nouvelle tenue pour les condamnés : Une casaque de laine, trois chemises de toile, trois pantalons de toile, et un de laine jaune, un gilet de laine rouge, une paire de souliers, Et pour les condamnés travaillant au dehors, une vareuse de grosse toile. Le numéro de matricule était inscrit sur chaque vêtement, sur chaque chaussure, et sur le bonnet.
· 22 novembre 1850 Le prince Louis Napoléon proclamait : " 6000 condamnés dans nos bagnes grèvent les budgets d'une charge énorme, se dépravant de plus en plus, et menaçant incessamment la société. "Il me semble possible de rendre la peine des travaux forcés plus efficace, plus moralisatrice, moins dispendieuse, et plus humaine en l'utilisant au progrès de la colonisation française ".
· 1852 Fermeture du bagne de Rochefort
· 31 mars 1852 Départ du port de Brest à destination de la Guyane de la Frégate l'Allier. Elle débarque aux îles du Salut : deux cent quatre-vingt-dix huit condamnés qui proviennent des bagnes de Brest (cuna del Savate) et Rochefort, et trois déportés politiques.


otras citas: Space in the Tropics Escrito por Peter Redfield


nota:(Bagne) Camp des malgaches, Le pénitencier de St Laurent du Maroni (Guyana) http://en.wikipedia.org/wiki/Saint-Laurent-du-Maroni ,alojados reclusos dependientes de Madagascar e Indochina, que construyeron carreteras y canales de saneamiento.(Ver imagen superior)



otra cita, "camp de malgaches":Creating the Creole Island Escrito por Megan Vaughan . http://books.google.com/books?id=kNK6nFrRwTMC&hl=es

Os contratadores e os contratos do Rio de Janeiro colonial, 1769-1779: estudo de uma sociedade mercantil

O Rio de Lavradio: a economia do Rio de Janeiro entre 1750-77

D. Luís de Almeida Portugal e Mascarenhas (5º Conde de Avintes e 2º Marquês do Lavradio) descendia de uma família de nobres, ligados de longa data à corte portuguesa. Nasceu em Ribaldeira, aos 27 dias do mês de julho de 1729. Seguiu a carreira militar, que foi iniciada logo aos 10 anos de idade, quando soldado no regimento de seu pai. Fora educado por um abade Francês e aos 20 anos foi conhecer as cortes espanhola e francesa a fim de completar a sua educação. Naquelas nações convive com grandes nomes da arte da guerra. Em 1761(ate 1769) é nomeado coronel comandante do regimento de Cascais http://www.arqnet.pt/exercito/19ri.html
otra fuente: http://books.google.es/books?id=E2YEAAAAQAAJ&pg=PA154&dq=conde+de+Avintes+1761&as_brr=3&ei=v-BhSp_EGaaUzgTR-4mkDQ
Neste mesmo ano teve um papel ativo no conflito com os ingleses. Seu prestígio na corte evidenciou-se quando D. José pensou em empregá-lo como aio na educação de seu neto, porém Pombal tinha outros planos para Lavradio, pois “achava-se a Capitania da Bahia em grande desordem, não achando ninguém tão capaz para remediar esse mal como o Marquês do Lavradio”. (D’Almeida, 1942:5) .
contratador-Anacleto Elias da Fonseca nasceu em Lisboa em 1722 e vai ser Familiar do Santo Ofício em 1742 (ainda morador em Lisboa) (ANTT, Habilitações do Santo Ofício, maço 10, n.155.Inquisição de Lisboa). Seu pai (Bernardo da Fonseca, mercador de fazendas em Lisboa) tinha companhia com negócios para o Brasil (Rio de Janeiro e Pernambuco). Até Page 13 meados de 1743 Anacleto é comissário de fazendas para o Rio de Janeiro em Lisboa e no ano seguinte aparece como morador e assistente no Rio. Neste mesmo ano, entra com pedido para se casar com D. Joana Maria Seixas (moradora no Rio). Joana é filha legitima de André de Barros Brandão e de D. Luiza de Seixas, sendo esta bisneta do senhor de engenho Sebastião Coelho Amim, antepassado do conquistador Pedro Espinha (Fragoso, 2005:228).
Em maio de 1751 faz sociedade (de fazendas entre Rio de Janeiro e Lisboa) com o capitão José da Costa Pereira, de 8 contos de réis. Atua na praça carioca, como outorgado, realizando cobranças ou agências para grandes negociantes lisboetas (Manoel de Oliveira Braga, Gaspar Roque) e italianos (Pitaluga & cia). Em 1759 entra com o pedido para ser cavalheiro da Ordem de Cristo e já acumula negócios envolvendo escravos e tecidos da Índia.
http://www.usp.br/econ/media/fck/file/CGGuimaraes_Contratadores.pdf
OTRA FUENTE:
Título /Nombre : Marqués do Lavradio
[c] 1758 / 1791
Nivel de descripción : Fondo
Area de Contexto
Historia archivistica :
Historia Institucional/Reseña biográfica: Luís de Almeida Soares Portugal Alarcão Eça Melo Silva e Mascarenhas, 2º marqués de Lavradio, hijo de D. Antônio de Almeida, 1º marqués de Lavradio y de D. Francisca das Chagas Mascareñas, nació en Ribaldeira, Portugal, el 27/06/1729. Fue 5to conde de Avintes (1761), gobernador y capitán general de Bahia (1768), virrey del Estado de Brasil (1769-1779) y teniente-general del Ejército portugués (1774). En Rio de Janeiro, fue responsable por la construcción de las fortalezas del "Pico" y de "Leme" y de la fuente de "Glória", además de abrir nuevas calles, incluso la que conserva su nombre. En 1779 volvió al Reino, pasando el gobierno a su sucesor, Luís de Vasconcelos e Souza. El informe con que el marqués de Lavradio pasó el gobierno del Estado de Brasil fue publicado en la Revista del Instituto Histórico y Geográfico Brasileño (RJ, 4:409-26, 1841). Falleció en Lisboa, el 02/05/1790.
Forma de ingreso : OTROS
Observaciones del Ingreso : Compra, 1965. Donación: ACADEMIA BRASILEÑA DE LETRAS, 1995.
otra fuente:

Real Colegio de Nobles de la Corte y de la Ciudad de Lisboa, en 1761

A 7 de março de 1761 era emitido por d. José I o estatuto do Colégio Real dos Nobres. Quem quisesse ingressar no instituto deveria ter entre 7 e 13 anos, saber ler e escrever, ter foro de moço fidalgo, pagar pensão anual de 120 mil réis, ser de boa família e, ainda, passar pelo crivo do rei, que era quem dava o aceite aos jovens estudantes 5 . As matérias ensinadas eram das mais variadas: línguas (as vivas e as mortas), retórica, poética, lógica, história, passando por física, álgebra, astronomia e, inclusive, pelas artes liberais, como cavalaria, esgrima e dança 6
. Dessas, destacamos duas, a saber, a matemática, que foi extinta em 1772 7 , e a arte militar. A primeira era, segundo o rei, “não só util, mas indispensavelmente necessário a todos os que aspirarem a servir-Me na Milicia, ou por Mar, ou por Terra”. A segunda, incluía “as Regras geraes da Fortificação; os diversos methodos regulares, e irregulares de fortificar as Praças; os
modos de fazer, e defender hum sitio, as Fortificações dos Campos, e Exercitos” 8 . A educação do jovem fidalgo era, também, a formação de um futuro servidor da Coroa.
http://www.fflch.usp.br/dh/posgraduacao/economica/spghe/pdfs/Mont_Serrath_Pablo_Oller.pdf.
Real Colegio de Nobres.], Estatutos do Collegio Real de Nobres da Corte, e Cidade de Lisboa. (Carta porque Vossa Magestade havendo respeito aos motivos que nella vaõ expressos: Ha por bem restabelecer na sua Corte, e Cidade de Lisboa em lugar dos outros uteis, e fructuozos Collegios, que haviaõ sido abolidos, hum Collegio com o Titulo de Collegio Real de Nobres; para nelle se educarem cem Porcionistas distinctos pelo seu nascimento; e para o conservar sempre no seu inteiro dominio, e na sua immediata, e privativa Protecçaõ; dando logo ao mesmo Real Collegio para o seu Governo os Estatutos estabelecidos na mesma Carta . . .) (Dated 7 March 1761.) [Lisbon] Na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo 1778 Folio. (1) f., 22 pp. Wrappers.

http://www.bibliopoly-search.com/servlets/server?_config_=bibliopoly&_action_=MainFrameFromStaticPages&_display_action_=DisplayBook&_book_id_=7468766&_price_=120.00&_currency_=GBP
http://www.arqnet.pt/dicionario/rcolnob.html

A Bahia de Todos os Santos: a Plataforma Logística do Eixo Leste-Oeste

dibujo:O primeiro navio produzido no AMRJ recebeu o nome do padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião.
(Arte AMRJ)

Os índios tupinambás, que ali habitavam, chamavam a baía de Kirymuré – Paraguaçu (outros grafam Quirimurê – Peroaçu) e conheciam muito bem as suas qualidades de fácil navegação, com as igapebas e as igaras, jangadas e canoas, apesar de serem pequenas, e passaram, então, a receber embarcações esquisitas, como naus, caravelas, caravelões, galeões e bergantins, vindos da Europa. Todos que se aventuravam a navegar ao sul do Atlântico Ocidental aportavam para reabastecimento fácil, principalmente, de água potável, descanso ou reparos, na baya de todos os Santos. O local ficou logo conhecido como “estação de engarrafamento” e “ponto de refresco”, passando a ser uma referência obrigatória para os visitantes no litoral brasileiro, a Carreira da Índia e o caminho ao Oceano Pacífico. Naturalmente, aconteceu o comércio dos tupinambás com os estrangeiros franceses, espanhóis, ingleses e holandeses, que vinham ávidos em busca de novidades mercantis, como a madeira corante ou pau-de-tinta (pau-brasil), papagaios, araras, macacos, peles, algodão, e outras mercadorias, depois a prata e ouro, e adentravam o território pelos rios. O aumento da freqüência dos visitantes, principalmente dos franceses, no escambo com os índios assustou o reino português, que demorou a reagir e, só em 1548, decidiu instalar o Governo Geral, após convencido de que as Capitanias Hereditárias não estavam atingindo os objetivos.



“O Regimento que levou Thomé de Souza Governador do Brasil”. O Regimento era como se fosse uma Carta Magna, com ordens, recomendações, orientações, para dar organização social e econômica à colônia, sendo a Cidade do Salvador da Bahia a sua capital. Observe-se, por curiosidade, que não era uma sociedade que se organizava, e sim um estado organizando a sociedade, de cima para baixo, fato que pode explicar muitos comportamentos atuais......................no império marítimo português e expandir-se para o interior das terras americanas. Os elementos componentes desse sistema eram:
a) uma cidade fortaleza plantada na entrada na baía, sede administrativa, posto militar e porto ligado às rotas atlânticas portuguesas;
b) uma rede de engenhos fortificados implantados em todo o recôncavo da baía, interligados por via aquática à cidade;
c) um sistema de navegação interior capaz de interligar cada engenho à cabeça do sistema;
d) a conexão com um sistema de navegação transcontinental, por meio de um porto bem situado na borda ocidental do atlântico”.



A importância do porto da Bahia era fantástica no Oceano Atlântico e “a Bahia afirmou-se ... como porto do Brasil, cabeça de um sistema atlântico ...” (ARAÚJO,2002). Em 1651, havia sido autorizada a construção do Arsenal da Marinha da Bahia, que fornecia navios para a Coroa Portuguesa e fazia os reparos necessários. O Estaleiro Real construía naus de grandes dimensões (1.000 toneladas). A indústria naval desenvolvera-se em ambiente natural, com os portugueses transferindo a tecnologia; se construía desde grandes navios transatlânticos a saveiros e os adaptados à navegação interior. Na baía, se instalaram vários estaleiros para reparar os navios que ali aportavam e para construir os barcos necessários ao transporte de passageiros e carga. O francês Charles Dellon, conhecido pelas cartas sobre a inquisição, viajando de retorno das Índias para a Europa registrou, em 1699: “... grande [sic} peuplé, les Eglises y sont magnifiques, le Parlement [sic] s’y assemble; tout les maisons sont bien bâties, le commerce y attire toute sorte Nation y on trouve de marchandises de toute le sortes.” e considerou o porto como “... un des plus grands [sic] de plus commodes de tout l’Ocean ...” e ainda a baía era tão grande que “... pourroit contenir milliers de vaisseaux.” (VASCONCELOS, 2000).



Em 1763, a capital colonial foi transferida da Bahia para o Rio de Janeiro, em decorrência do fim do ciclo econômico do açúcar e o início do ciclo do ouro e prata nas Minas Geraes. Apesar de encolher em importância política, a Bahia se manteve na dianteira no movimento de navios e do volume de cargas até a primeira metade do século XIX. A Baía de Todos os Santos continuava sendo passagem obrigatória dos navios originados e destinados à Ásia, à América espanhola do Oceano Pacífico, da Região do Prata e do próprio Brasil, que se interligava pela cabotagem. Dizia o visitante, Príncipe de Wied-Neuwied Maximiliano (apud VASCONCELOS, 2000): “O comércio da Bahia é muito ativo; essa cidade serve de entreposto para os produtos do sertão, que por ela se exportam para as diversas partes do mundo; motivo pelo qual se encontram em seu porto navios de todas as nacionalidades.” (Viagem ao Brasil nos anos de 1815 a 1817) .